O Fantasma Na Máquina

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“A felicidade não é uma coisa desse mundo.”

Cada pessoa no mundo tem um determinado número de condições necessárias para a estabilidade satisfatória de seu próprio senso de realidade. Quando este número mínimo não é verificado, dá-se início a um efeito dominó que sempre aponta para a autodestruição.

“O que é isso, cara, você tem dois braços, duas pernas, é jovem.”

Essas condições fundamentais têm uma relação com a autoimagem. Vamos desenhar: aqui está sua autoimagem, e estes tentáculos saindo dela são as vias de alimentação do ego. Durante nossa infância até a puberdade, nós estabelecemos os canais para que a autoimagem fique sempre nutrida.

“Não é uma questão da razão para fazê-lo, mas de acordar todo dia e batalhar para encontrar uma razão para não fazê-lo.”

Quando essa nutrição é incompleta, será suprida por determinadas ações unicamente destinadas a afastar a consciência da contemplação do próprio fluxo mental.

“Eu não serei mais o que vocês esperam que eu seja. Blá-blá-blá. Dhior, por Hugo Moss.”

O que não é uma situação incomum, uma vez que a vida como ela é dá seu jeito de danificar as fontes de nutrição de nossa autoimagem, soando o sinal de alarme para a evitação de um colapso. A mente, assim como o corpo, possui seus mecanismos de sobrevivência.

“…”

Chamemos o sinal de craving.

“Essa geração está perdida, mas quando eu tiver filhos não vai ser assim.”

O craving é a resposta da estrutura mente-corpo para a desnutrição de autoimagem. Se você passar um ano comendo algas e brócolis, ao final do período você encontrar-se-á num frenesi alimentício orientado para açúcar e gordura. A mesma coisa ocorre com o recém-formado adulto e sua mente. Ser jogado de uma hora para outra do reino de Oz para Mordor cria um frenesi emocional orientado para o que quer que o leve para longe das perguntas que não devem ser feitas.

O fantasma está vivo.

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