Superstições

superstição

Um gato preto passou na calçada à minha frente, escondendo-se embaixo de um carro. Tenho orgulho do meu ceticismo, mas minha mente se acelera do mesmo jeito.

No sonho, o carro perde o controle, sai da ponte e quase flutua em direção ao rio abaixo. Tenho tempo suficiente para me dar conta do que está acontecendo, ao contrário do que aconteceria na vida real. Já é a segunda vez que tenho esse sonho.

Há uma camiseta surrada no meu armário que participou de alguns momentos memoráveis em minha vida, e por isso não tenho coragem de jogá-la fora.

O dia está com um ar estranho. Uma notícia perturbadora. Um familiar com mau-humor acima da média. A topada do dedão do pé na quina. Alguma coisa está acontecendo.

Eu sempre gostei de fazer isso, desde pequeno. Sempre me atraiu e eu sempre o atraí. Será? Será que é isso que está escrito no caderno de contabilidade divino intitulado “pessoas nascidas entre 1927 e 1997 e seus destinos”?

A mente tem lá seu jeito de entender mal as coisas.

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