Os deuses de Neil Gaiman

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O que se fala muito é da ideia. Deuses modernos embasados em adorações dos americanos contemporâneos. A demonstração do virtuosismo mitológico. O que se fala pouco é como tudo isso é trazido para o mundano, o que se come, o que se bebe, os truques com moedas, a roupa que estava muito curta aqui e muito comprida ali. O leprachaun bêbado de final e a funerária comandada por dois deuses egípcios.

Sempre que é possível, há uma viagem para o onírico. Muitos sonhos, e com muitos significados, e sonhos dentro de sonhos através de uma criatividade progressiva com as analogias. Como se um daqueles patos migratórios que voa dormindo sonhasse que está voando. Aí está outra analogia!

Talvez seja uma influência dos quadrinhos, os super-heróis que têm poderes divinos que não seriam heróis se não fosse sua face mundana, como diz a definição mitológica de herói:

  1. Filho de um deus ou uma deusa com um ser humano;
  2. Mortal divinizado após sua morte;

É o lado humano que define o herói. Quando os deuses são apenas deuses, há pouco conflito, por isso os deuses precisam ser trazidos para o lado heroico – humano – para chegarem até nós.

2 thoughts on “Os deuses de Neil Gaiman

  1. Quanto a deuses, a mitologia grega está cheia de presepadas dignas de humanos.
    O novo frisson em Chicago é “Norse Mithology”, o novo livro do Gaiman. Há 80 reservas na biblioteca!

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