Exercício de Prosa Modernista

prosa modernista

Tentarei fazer cinco coisas ao mesmo tempo.

Uma delas é um exercício que a persona virtual que o sugeriu chama de prosa modernista, que será realizado neste editor de texto de uma forma bem displicente. A segunda é olhar para objetos do meu quarto. A terceira é navegar por duas redes sociais ao mesmo tempo. A quarta será ler trechos de O Processo, de Franz Kafka. A quinta será respirar profunda e lentamente.

Celtas, cartórios, decisões judiciais e parágrafos são como gambiarras para cinzeiros. Um crânio decorativo para câmbios de carro sentado num trono aproveita mais o dia e tira todas suas dúvidas. Fallen Towers, acompanhado por uma bandeira dos EUA na capa do livro, é a pior coisa que pode acontecer a um advogado, de fato. Como a Jazz 3 vermelha se acopla bem sobre o palhetão azul genérico é como o começo de temporada do Fogão. Por trás de um véu de gaze Bobba Fett bebe um pint de cerveja inglesa numa festa em seu escritório, onde poderiam levar o negócio a termo. Se houver Rivotril na água dos brasileiros, dê-me uma caixa com um par de bolas chinesas com sininho e Ying Yang, cite o nome de Odin em forma de anime e misture a neblina com fumaça e a encha de um cheiro de queimado.

Eu roubei, não fiz a quinta.

O que o bloqueio não faz com as pessoas.

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