Sobre o Planeta dos Macacos

sobre o planeta dos macacos

Sabe de uma coisa? O filme do Tim Burton não é tão ruim assim…

O clássico de Pierre Boulle (ficção científica francesa de sucesso é igual ao metal francês de sucesso: inesperado, porém fresco) é muito menos conhecido que os filmes. Um primeiro filme quase fiel ao livro (a parte infiel é a parte que o pessoal mais gosta… curioso); um filme com Mark Wahlberg quase infiel ao livro (a parte fiel é a parte que o pessoal não gosta… curioso); uma terceira sequência que só tem a ideia original como referência, e nem tão fiel assim.

O Planeta dos Macacos, o romance, claro, é um enorme jogo de palavras. Um jogo de palavras em forma de uma troça velada do evolucionismo e da própria racionalidade científica (referida no romance como “espírito” ou “alma”) através de um discurso cientificista do próprio narrador. Uma prosa clara e sucinta onde uma simples troca de termos e inversão de situações atira a história para altitudes sobre-kafkianas de nonsense.

As ideias são realmente baratas no que tange a ficção, mas este livro é o exemplo do poder que uma ideia pode ter.

“Aqueles macacos, machos e fêmeas, gorilas e chimpanzés, não eram nem um pouco ridículos.”

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