O Gênio

genio

Uma morte, um funeral, uma notícia que se propaga pelos programas de notícias e por seus feeds: o gênio está morto.

Recordemos os feitos.

Nasceu, cresceu, estudou, era amigo de. Dali já podemos retirar alguma informação biográfica que nos leve a entender a genialidade. Um amigo, um irmão, um parente, diz que quando criança tinha um determinado comportamento. Uma pista.

(Ei, eu fazia isso também!)

Salto para a primeira aparição de destaque à opinião pública, como se fosse a primeira obra. Já demonstrava isso, já se formulava aquilo, já havia galgado os primeiros três degraus cruciais para sua ascensão.

Passamos por um crescente até chegar naquilo que todos se lembram. A música-hit. O clássico. O best-seller. A medalha. A marca.

Uma pincelada nos problemas, uma dose de humanização. Escândalo. Drogas. Depressão. Lesão. Casamento.

Então ele morre, o que não é um problema construtivo. Então a influência. Especialistas na cadeira descrevendo precisamente o porquê dessa biografia e dessa manchete.

A vida eterna num ofício, já que não há mais céu ou reencarnação.

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