Bergolfur e o Gentil Equilíbrio da Consciência

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Bergolfur cruzou sozinho o canal que separa as montanhas negras de seu povo e as terras desconhecidas. Em uma das mãos, levava Igdrufil, a espada forjada no vulcão onde nascem os dragões; na outra, Borgrast, o escudo forjado da rocha que descendera das estrelas. Bergolfur velejava sozinho em meio à tempestade e à fúria dos deuses que o odiavam. Cada vez que um trovão rugia, ele rugia de volta, desafiando qualquer força que tentasse detê-lo.

Depois da travessia, Bergolfur aportou numa terra gentil. As mulheres que viviam lá há muito tinham se livrado da violência de seus homens. Elas tinham olhos brilhantes e risada fácil. Reuniam-se em torno das enormes árvores floridas e conversavam sobre assuntos importantes. O ritmo de sua vida era carregado pelo ritmo das colheitas, da chuva fina que irrigava os canais e fecundava os pomares. Bergolfur logo soube que de nada adiantaria o poder de Igdrufil e a solidez de Borgrast contra aquelas pessoas.

Stack of pebble stones by a stream in a forest

Durante a noite, enquanto observava distante a fogueira e ouvia o discurso da matriarca, uma garota se aproximou dele. Ela perguntou sobre as armas. Naquelas terras, a única arma era a sabedoria. Bergolfur contou à garota sobre o vulcão onde os dragões nasciam, sobre inimigos, heróis e batalhas.

No dia seguinte, ela o acompanhou de volta às montanhas negras em seu barco. Durante a tormenta, Bergolfur foi tragado pelas águas. A garota então herdou suas armas e seu desejo de conquista. Do fundo do mar, aprisionado pelo monstro das profundezas, Bergolfur viu sua pele transformar-se em coral e passou a decidir a sorte dos navegantes que tentavam cruzar o estreito que separava as duas terras.

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