Dor de Consciência

dor de consciência

“O problema é a dor na consciência. Cada movimento executado em cada um dos nós que mantém os sistemas em ponto ótimo de alavancagem causa secura na minha garganta e pensamentos pesados. Eu tenho todas as variáveis em minhas mãos e um plano latente para tirar vantagem do sistema, mas a cada empurrão num dos nós meu coração escurece.”

“A consciência não causa dor, amigo. Não pode. O que está te causando dor é outra coisa.”

“Uma doença então?”

“Não é isso que eu quis dizer. A única coisa capaz de causar dor desse tipo é a falta de consciência. Estes nós você reconhece como ações com consequências negativas para pessoas e locais que você desconhece. O problema está na parte do desconhecer.”

“Eu desconheço estes tempos e espaços distantes de mim, mas reconheço as possíveis consequências, por isso a dor.”

“Você não reconhece. Você cria e fantasia estas consequências com base em outras fantasias que você leu e ouviu.”

“E o senhor então desconhece o que eu li.”

“É verdade, amigo, mas reconheço que são fantasias pela evidência da consequência delas, que é a sua dor de consciência.”

“Tudo bem, mas não posso voltar atrás e me reduzir à inconsequência. Seja fantasiosa ou não, a dor está aqui agora enquanto conversamos.”

“Entenda: a dor de consciência não é fruto da consciência, mas do desconhecimento ou consciência falsa, fabricada. O alívio para a dor é a consciência verdadeira, ou o conhecimento do caminho do impacto resultante do movimento num dos nós do sistema. Apertar um desses nós não pode fazê-lo esquecer da existência deste nó; em suas palavras, reduzi-lo à inconsequência.”

“Mas dói.”

“Como um parto.”

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