No fim, a terra. Partículas de todas as coisas reunidas numa variedade única, uma acumulação que só acontece uma vez na existência. O que morre volta para lá, tudo que nasce vem de lá. A terra é o momento entre o óbito e a germinação.
Dos humanos de Altamira só sobrou a marca do espírito do mundo na parede. Nem mesmo seu planeta restou. Tudo que um dia foi sua posse agora está distribuído igualmente entre as correntezas de asteroides de Saturno, o cimento do Panteão de Roma e a poeira sobre os meus brinquedos de infância.
Um sítio arqueológico tem que passar por um estágio de esquecimento antes de se transformar em fonte de conhecimento e admiração novamente. Então os erros, agressões e abandonos se transformam em beleza.
Meus pilares são feitos de cicatrizes.